No sétimo dia da semana, posterior à sexta-feira e anterior ao domingo, há noites que são eternas. Sim, a chamarei de : A noite que não passou. Começou pela manhã e não teve fim; as horas gritavam no relógio: É dia, É dia! Mas ali ainda era noite, consumindo as faces e rendendo prosas, músicas, risos pelo ar de uma noite sem fim. De repente sol, passarinhos cantando; mas não adianta fazer cara de domingo de manhã, pois a noite ainda transparece nos olhos com brilhos de estrelas. O ar da noite que não quer acabar, memoria que não se apaga e que pesa na face noturna. Os olhos piscaram? O sol já queimava a pele! E as ondas do mar era uma fria realidade que batia nos pés, molhava o vestido e te fazia sentir viva. O coração batia como a água fria nos pés, mas era cheio de vida e areia; sem contar que ainda era noite naquele universo cercado de luz. E tinham estrelas nos olhos...
domingo, 17 de abril de 2011
quinta-feira, 7 de abril de 2011
O céu... as cores do final de tarde, suas nuvens formando um desenho abstrato, quanta beleza. Lá no alto, a lâmpada do poste tentando se disfarçar de lua, efeito de um rápido olhar; ela sorri e pensa: o poste queria ser lua cheia. As horas não passam, nem o ônibus. Só as rodas correndo sem parar, como pernas que percorrem longas distâncias pelas ruas da cidade, gente que só quer chegar. Tudo se traduz em urbis, formando seus retratos de concreto- mas ainda há aquela bela árvore que enfeita o ponto de ônibus do caminho. A vontade dela era pegar o ônibus naquele ponto, para ter o prazer de ficar debaixo daquela árvore, a qual, ela queria muito saber o nome, pegar uma flor e cheirar, pois acha que é Jasmim. Mas se alegra ao lembrar do cheiro da jasmim e guardar suas cores de passagem na memoria. Chega o tão demorado transporte e com ele o cheiro que anuncia a chuva; o cheiro que anuncia a chuva na urbis é confuso, quer ser terra molhada, mas é asfalto. A chuva, são pingos na janela fechada. O resto é a suruba dos corredores apertados, suor, esfrega-esfrega; a carga sexual de um ônibus lotado. E a suruba dos carros parados no engarrafamento. Mas hoje ela foi sentada, estava feliz, a posição no ônibus nesses horários muda tudo, as longas horas dentro dele passam de tortura para exercício de altruísmo; dá até para voar, ir do mar até as questões humanas... masss...
- A melhor conclusão é chegar em casa!
- A melhor conclusão é chegar em casa!
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