No sétimo dia da semana, posterior à sexta-feira e anterior ao domingo, há noites que são eternas. Sim, a chamarei de : A noite que não passou. Começou pela manhã e não teve fim; as horas gritavam no relógio: É dia, É dia! Mas ali ainda era noite, consumindo as faces e rendendo prosas, músicas, risos pelo ar de uma noite sem fim. De repente sol, passarinhos cantando; mas não adianta fazer cara de domingo de manhã, pois a noite ainda transparece nos olhos com brilhos de estrelas. O ar da noite que não quer acabar, memoria que não se apaga e que pesa na face noturna. Os olhos piscaram? O sol já queimava a pele! E as ondas do mar era uma fria realidade que batia nos pés, molhava o vestido e te fazia sentir viva. O coração batia como a água fria nos pés, mas era cheio de vida e areia; sem contar que ainda era noite naquele universo cercado de luz. E tinham estrelas nos olhos...
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